terça-feira, 25 de outubro de 2011

Um meteorito na UESB

Não! Não caiu um meteorito na UESB. Ou pelo menos não se sabe ao certo onde ele caiu.
Meteorito é a rocha que não foi totalmente desintegrada ao entrar em contato com a atmosfera terrestre.

Enfim... O formato é parecido com o de uma bota. A textura, conhecida como “Widmanstätten”, em homenagem ao cientista dinamarquês que a classificou, não está presente em nenhuma rocha terrestre. Apresenta alto grau de magnetismo. 
Há cerca de seis anos, o professor Eduardo Silveira Bernardes, do Departamento de Ciências Naturais (DCN) da Uesb, estava no Laboratório de Geologia, no campus de Vitória da Conquista, cumprindo o procedimento padrão de identificar e catalogar o material recebido, quando se deparou com uma etiqueta colada numa amostra rochosa que dizia se tratar de um meteorito. “Ao verificar o material descartei essa possibilidade, mas me preocupei em guardar a etiqueta, porque ela poderia ter sido trocada”, afirma o geólogo.
“No teste com imã o material provou-se magnético, foi constatada a presença de níquel e a textura era a de Widmanstätten. Não havia dúvida: tínhamos um meteorito”, relembra o professor. Após a descoberta, foi retirada uma pequena quantidade, cerca de cinco gramas de amostra para análise química. Depois de apresentada em congresso, a rocha foi catalogada, classificada como um siderito (meteorito metálico) e reconhecida como o meteorito de Vitória da Conquista, o de número 57, de um total de apenas 60 em todo o território nacional.




Fonte: UESB 

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