sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Mais um pouco de... atualidade: A Usina de Belo Monte

A primeira postagem voltada para atualidade teve como tema A Divisão do Pará. Agora é sobre a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte situada em um trecho do Rio Xingu no Estado do Pará.

A construção da usina tornará Belo Monte a terceira maior usina hidrelétrica do mundo. Com a área de inundação seis tribos indígenas inteiras e outras centenas de pessoas serão forçadas a desocuparem a área. Sem contar que a fauna e a flora também serão prejudicadas.
Espe­ci­a­lis­tas apon­tam, além disso, o enve­ne­na­mento da água por conta dos resí­duos pro­ve­ni­en­tes da decom­po­si­ção das car­ca­ças de ani­mais e plan­tas que se acu­mu­la­riam no fundo do lago que se for­ma­ria, além da emis­são em larga escala de gases noci­vos à saúde e à atmos­fera, tam­bém pro­ve­ni­en­tes desta decomposição.

Se não fosse o suficiente, as grandes empresas de telecomunicações brasileira fecham seus olhos para a situação. O pri­meiro dia da grande ocu­pa­ção do can­teiro de obras da Bar­ra­gem de Belo Monte, em Alta­mira (PA) por povos indí­ge­nas, pes­ca­do­res, ribei­ri­nhos, peque­nos agri­cul­to­res e popu­la­res, todos direta ou indi­re­ta­mente afe­ta­dos pela cons­tru­ção da usina. São mais de 300 pes­soas, de diver­sas ida­des, que estão neste exato momento acam­pa­das entre as máqui­nas pesa­das na imensa cla­reira aberta pela Norte Energia. Mas você não viu isso em nenhum tele­jor­nal, ou viu? Não, real­mente não viu. Uma ocu­pa­ção desta mag­ni­tude, com inte­res­ses do Governo em jogo, não foi sequer nota de comen­tá­rio em NENHUM TELEJORNAL no dia de hoje. Nem Globo, nem SBT, nem Record, nem Band, nem RedeTV!, nenhuma grande emis­sora se mani­fes­tou sobre o caso. Muito pelo con­trá­rio, deram um jeito de cor­rer atrás de outras notí­cias menos impor­tan­tes, mas que ganha­ram des­ta­que na tela. 

ALGUNS MOTIVOS PARA DIZER NÃO À CONTRUÇÃO DA USINA DE BELO MONTE

- A UHE Belo Monte é uma obra faraô­nica que gera pouca ener­gia. A quan­ti­dade de maté­ria a ser uti­li­zada na cons­tru­ção de canais é com­pa­rá­vel ao canal doPa­namá. O pro­jeto gera­ria ape­nas 39% dos 11.181 MW de potên­cia divul­ga­dos, devido à grande vari­a­ção da vazão do rio.
- Impac­tos irre­ver­sí­veis na fauna, na flora e na bio­di­ver­si­dade da região são des­ta­ca­dos pelos espe­ci­a­lis­tas que ana­li­sa­ram o Estudo de Impacto Ambiental.
- A sobre­vi­vên­cia dos 24 gru­pos indí­ge­nas que depen­dem do rio Xingu estará em risco com a extin­ção ou dimi­nui­ção intensa das espé­cies de peixe – seu prin­ci­pal alimento.
- A enorme imi­gra­ção de tra­ba­lha­do­res atraí­dos pela obra, subes­ti­ma­dos pelas empre­sas como sendo em torno de 100 mil pes­soas, aumen­tará a pres­são sobre as ter­ras indí­ge­nas e áreas pro­te­gi­das e haverá des­ma­ta­mento e a ocu­pa­ção­de­sor­de­nada do território.
- A Licença Pré­via foi emi­tida pela pre­si­dên­cia do IBAMA ape­sar do pare­cer­con­trá­rio dos téc­ni­cos do órgão. Alguns téc­ni­cos pedi­ram demis­são, outros se afas­ta­ram do licen­ci­a­mento e outros ainda assi­na­ram um pare­cer con­trá­rio à libe­ra­ção das licen­ças para a cons­tru­ção da usina.
- Os impac­tos de Belo Monte são muito mai­o­res do que aque­les esti­ma­dos e, em mui­tos aspec­tos, irre­ver­sí­veis e não pas­sí­veis de serem com­pen­sa­dos pelos pro­gra­mas e medi­das con­di­ci­o­nan­tes propostas. 
- Hidre­lé­tri­cas não são ener­gia limpa: elas emi­tem metano, um gás de efeito estufa com 25 vezes mais impacto sobre o aque­ci­mento glo­bal do que o gás carbô­nico, de acordo com o Pai­nel Inter­go­ver­na­men­tal de Mudan­ças do Clima (IPCC).


Como ja deu pra perceber sou contra a construção da Usina de Belo Monte, como também sou contra a divisão do Estado do Pará. O Brasil tem grande capacidade de produzir energia eólica e solar.


Fonte e para saber mais, visite o site: #PareBeloMonte

2 comentários:

  1. Eu nem sabia da construção dessa usina..rsrs
    Mas este é o CAPITALISMO..rsrs

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