quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Reativando este espaço!

Olá pessoal! Tudo bom?

Bem, depois de várias "promessas" que iria voltar com as postagens, o que sempre era impedido pelos trabalhos da universidade (monografia, seminários, projeto de pesquisa e afins), resolvi retomar com o blog. Mas, será com uma proposta diferente - mesmo que inicialmente. 

Como estou no processo de estágio agora, resolvi que o blog seria mais que uma proposta didática e metodológica para auxiliar o ensino e aprendizagem. Portanto, a partir de agora, o Blog Geografando em FOCO será utilizado, em grande, para o estágio. Serão postagens sobre os assuntos que abordarei nas aulas, indicações de vídeos para complementar os assuntos, questões e textos.

Então é isso!
Espero que com essa nova característica do blog vocês também possam aproveitar e, também, me auxiliar com metodologias diferenciadas.

Até breve =)

sábado, 8 de setembro de 2012

1 Ano

Éééé... 7 de setembro de 2011 nascia o blog com a proposta de escrever um pouco sobre o que é estudado em sala de aula, a proposta era também escrever sobre atualidades. Ou seja, um pouco sobre tudo que a Geografia englobava.

Pois bem, apesar da proposta ser boa e ter vários assuntos que possibilitam postagens legais e interessantes, o blog ficou meio abandonado nos últimos tempos. As complicações no semestre, que cada vez mais se complica, acabou prejudicando a manutenção do blog.

Queria, acima de tudo, agradecer a todos os visitantes durante esse ano. Agradecer especialmente aos 87 "likes" na página do Facebook, aos 12 seguidores no Twitter e as 6500 visualizações de páginas. Isso é muito gratificante pra quem cria um blog. Agradeço também aos 27 comentários e pela paciência de todos de lerem.

O que vou fazer (pelo menos tentar fazer), é voltar ao rítimo das postagens. Agora que estou de férias (3 semanas é pouco mas dá pra descansar) pretendo postal algumas coisas, inclusive sobre a última aula de campo.

Como comemoração, o Geografando em FOCO 2.0 vai chegar. Novo layout, novas cores, novas imagens, tudo novo.

Mais uma vez agradeço a todos e que venha mais um ano!

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

El Niño e La Niña

Assuntos complexos. Fenômenos complexos. O que é o "El Niño"? O que é o "La Niña"?

Uma componente do sistema climático da terra é representada pela interação entre a superfície dos oceanos a baixa atmosfera adjacente a ele. Os processos de troca de energia e umidade entre eles determinam o comportamento do clima, e alterações destes processos podem afetar o clima regional e global. 
El Niño representa o aquecimento anormal das águas superficiais e sub-superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. A palavra El Niño é derivada do espanhol, e refere-se a presença de águas quentes que todos os anos aparecem na costa norte de Peru na época de Natal. Os pescadores do Peru e Equador chamaram a esta presença de águas mais quentes de Corriente de El Niño em referência ao Niño Jesus ou Menino Jesus. Na atualidade, as anomalias do sistema climático que são mundialmente conhecidas como El Niño e La Niña representam uma alteração do sistema oceano-atmosfera no Oceano Pacífico tropical, e que tem conseqüências no tempo e no clima em todo o planeta. Nesta definição, considera-se não somente a presença das águas quentes da Corriente El Niño mas também as mudanças na atmosfera próxima à superfície do oceano, com o enfraquecimento dos ventos alísios (que sopram de leste para oeste) na região equatorial. Com esse aquecimento do oceano e com o enfraquecimento dos ventos, começam a ser observadas mudanças da circulação da atmosfera nos níveis baixos e altos, determinando mudanças nos padrões de transporte de umidade, e portanto variações na distribuição das chuvas em regiões tropicais e de latitudes médias e altas. Em algumas regiões do globo também são observados aumento ou queda de temperatura.

E o La Niña? Se tem o El Niño, o La Niña é exatamente o oposto?

O termo La Niña ("a menina", em espanhol) surgiu pois o fenômeno se caracteriza por ser oposto ao El Niño. Pode ser chamado também de episódio frio, ou ainda El Viejo ("o velho", em espanhol). Algumas pessoas chamam o La Niña de anti-El Niño, porém como El Niño se refere ao menino Jesus, anti-El Niño seria então o Diabo e portanto, esse termo é pouco utilizado. O termo mais utilizado hoje é: La Niña.
Para entender sobre La Niña, vamos retornar ao nosso "modelinho" descrito no item sobre El Niño. Imagine a situação normal que ocorre no Pacífico Equatorial, que seria o exemplo da piscina com o ventilador ligado, o que faria com que as águas da piscina fossem empurradas para o lado oposto ao ventilador, onde há então acúmulo de águas. Voltando para o Oceano Pacífico, sabemos que o ventilador faz o papel dos ventos alísios e que o acúmulo de águas se dá no Pacífico Equatorial Ocidental, onde as águas estão mais quentes. Há também aquele mecanismo que citei anteriormente, o qual é chamado de ressurgência, que faz com que as águas das camadas inferiores do Oceano, junto à costa oeste da América do Sul aflorem, trazendo nutrientes e que por isso, é uma das regiões mais piscosas do mundo. Até aqui tudo bem, esse é o mecanismo de circulação que observamos no Pacífico Equatorial em anos normais, ou seja, sem a presença do El Niño ou La Niña. 

Pois bem. Agora, ao invés de desligar o ventilador, vamos ligá-lo com potência maior, ou seja, fazer com que ele produza ventos mais intensos. O que vai acontecer?

Vamos tentar imaginar ? Com os ventos mais intensos, maior quantidade de água vai se acumular no lado oposto ao ventilador na piscina. Com isso, o desnível entre um lado e outro da piscina também vai aumentar. Vamos retornar ao Oceano Pacífico. Com os ventos alísios (que seriam os ventos do ventilador) mais intensos, mais águas irão ficar "represadas" no Pacífico Equatorial Oeste e o desnível entre o Pacífico Ocidental e Oriental irá aumentar. Com os ventos mais intensos a ressurgência também irá aumentar no Pacífico Equatorial Oriental, e portanto virão mais nutrientes das profundezas para a superfície do Oceano, ou seja, aumenta a chamada ressurgência no lado Leste do Pacífico Equatorial. Por outro lado, devido a maior intensidade dos ventos alísios as águas mais quentes irão ficar represadas mais a oeste do que o normal e portanto novamente teríamos aquela velha história: águas mais quentes geram evaporação e consequentemente movimentos ascendentes, que por sua vez geram nuvens de chuva e que geram a célula de Walker, que em anos de La Niña fica mais alongada que o normal. A região com grande quantidade de chuvas é do nordeste do Oceano Índico à oeste do Oceano Pacífico passando pela Indonésia, e a região com movimentos descendentes da célula de Walker é no Pacífico Equatorial Central e Oriental. É importante ressaltar que tais movimentos descendentes da célula de Walker no Pacífico Equatorial Oriental ficam mais intensos que o normal o que inibe, e muito, a formação de nuvens de chuva.
Em geral, episódios La Niñas também têm freqüência de 2 a 7 anos, todavia tem ocorrido em menor quantidade que o El Niño durante as últimas décadas. Além do mais, os episódios La Niña têm períodos de aproximadamente 9 a 12 meses, e somente alguns episódios persistem por mais que 2 anos. Outro ponto interessante é que os valores das anomalias de temperatura da superfície do mar (TSM) em anos de La Niña têm desvios menores que em anos de El Niño, ou seja, enquanto observam-se anomalias de até 4, 5ºC acima da média em alguns anos de El Niño, em anos de La Niña as maiores anomalias observadas não chegam a 4ºC abaixo da média.

sábado, 28 de julho de 2012

Depois de um hiatus...

Pois é, depois de um longo hiatus pretendo voltar com as atualizações do blog.
Pra quem não sabe nada do que significa hiatus, esse termo é usado principalmente nas séries de TV quando representa uma pausa de semanas em algo que é diário ou semanal.

E foi exatamente isso que aconteceu aqui no blog. Passei as ultimas semanas com muitas coisas da universidade pra fazer. Cada vez tinha mais coisa e o tempo parece que não rendia. Como até já foi dito aqui em uma postagem posterior, é nesse período de meio/fim de semestre que acontecem muitas coisas na vida de um universitário.

Mas enfim, uma parte do sufoco desse semestre já passou e, essa semana, pretendo ainda postar algo novo. Se vocês tiverem sugestões de postagens (já que eu estou meio desatualizado) podem mandar pro facebook.